Quando a dor e o amor se confundem - Constelação Familiar de Bert Hellinger

Constelação Familiar Quando a dor e o amor se confundem Heinzen e Silva Constelação Sistêmica
 

Pode o amor ser a justificativa para as dores que sentimos? Qual a história da nossa criança ferida estamos vivendo, e repetindo continuamente? Será que ainda é necessário reviver cada experiência difícil que tivemos a muito tempo atrás?


No nosso processo de viver, carregamos conosco questões mal resolvidas de nossos afetos, da nossa criação, da nossa família, além daquilo que não conseguimos negociar com nós mesmos. Muitos de nós levam dores por toda a vida, o que traz sofrimento, dificultam nosso caminhar e acaba por interromper nosso movimento em direção às experiências que a vida nos proporciona.

o psicoterapeuta Joan Garriga

o psicoterapeuta Joan Garriga

Joan Garriga, escritor e psicoteraoeuta, no seu seminário em Florianópolis em novembro de 2017 lançou o questionamento: Qual a história da nossa criança ferida estamos vivendo, e repetindo continuamente? Será que ainda é necessário reviver cada experiência difícil que tivemos a muito tempo atrás?

Qual a história da nossa criança ferida estamos vivendo, e repetindo continuamente?

Nesses momentos de dificuldades que vivenciamos ou que nos identificamos por lealdade estão presos em algum espectro do amor. Sofremos por amar muito e ver um distanciamentos temporário quando crianças como um abandono, limite como falta de amor, autoridade como opressão.

Podemos também, por amor, fazer companhia no vício a um ente querido, ou fracassar junto com nossos sistema, e permanecer tranquilo — embora infeliz — por sentir que o nosso pertencimento não foi ameaçado por um destino diferente.

O amor a serviço do vínculo

Esses movimentos, geralmente inconscientes, estão a serviço do amor que gerencia nosso vínculo à nossa história. Um amor que respeitas as leis da vida, trazidas por Bert Hellinger, onde nosso pertencimento, ordem e equilíbrio são o grande norte de nosso afeto.

Mas existe uma saída, e o desafio aqui é que ele também só é possível com amor e respeito. O mesmo amor que nos descaminha é o amor que nos permite voltar aos trilhos. A diferença está no tempo. O amor infantil, que não diferencia o “eu” do meu sistema, nos coloca em conflitos e dificuldades.

Nossos vínculos influenciam nossa vida de forma determinante.

Já o amor que pertence, mas percebe que há um limite entre “eu” e o “outro”, é o amor maduro. Que olha, vê, mas permanece no seu lugar, com suas possibilidades reais. Entende que, apesar das fantasias em sua cabeça, é limitado na ação dos problemas do outro.

Cada um no seu processo, no seu tempo, com as suas capacidades. Cada um com suas responsabilidades. E dentro desses limites, o amor flui livremente. Este amor cura e respeita as leis que regem a nossa vida.

Este é o nosso desafio. Tirar do amor a permissão para invadir o outro, e transformar ele na capacidade de acompanhar, com respeito, a escolha de cada um em seu destino.

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Como a Constelação Familiar pode ajudar

Através da Constelação Familiar, podemos observar as dinâmicas que atuam em nossa vida e que trazem dificuldades. Essa observação é ativa.

O cliente traz uma questão, de forma bastante objetiva, de uma dificuldade que o atrapalha. Esta questão deve ser verdadeira, com um real peso. Isso contribui para que o andamento do atendimento atinja um lugar profundo da questão dentro da história do sistema do cliente.

Com auxílio de representantes, selecionados entre os presentes para determinados papéis, movimentos vão se desenhando no campo onde é possível perceber com quem um problema se relaciona, ou com quem estamos identificado. Neste ponto, a constelação é precisa.

Vínculos de longa data que nosso corpo reconhece, no seu lugar mais íntimo e profundo

O cliente, mesmo sem ter dado a informação ao facilitador, muitas vezes reconhece o que está no campo. Isso acontece através da emoção profunda que surge, e de movimentos internos, que passam a agir dentro do cliente.

Algumas frases podem ser utilizadas, através da sugestão do facilitador, que buscam trazer alívio ao sistema e também elucidar cada vez mais a questão para o cliente.

Então, ao experienciar o que está agindo na sua dor, sem que haja uma racionalização, o cliente encontra um ambiente que o permite movimentar-se em novas direções, encontrar novas soluções e seguir adiante.


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