Os desafios do amadurecimento: um olhar pela Constelação Familiar

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Quando crianças recebemos tudo de nossos pais: atenção, carinho, cuidados, comida, direcionamentos, limites. Esta nutrição vêm principalmente deles e também de outras pessoas, como avós, tios, irmão, etc.

Sem eles, ou sem um adulto que assuma a responsabilidade pelo nosso desenvolvimento em todas as nossas necessidades, é possível que muitos de nós não passássemos da primeira infância.

E esse é o pano de fundo do nosso primeiro contato com nosso próprio desenvolvimento: alguém é responsável por mim.

Esse é um dos pontos onde a constelação diz que nossos pais nos dão muito mais do que compreendemos, e para além daquilo que poderíamos retribuir. Eles nos dão a oportunidade da vida e asseguram nossas necessidades no nosso primeiro momento de desenvolvimento, quando não podemos fazer isto por nós.

Então, como nossa porta de entrada nesta vida é por este cenário (pela infância), e sendo este o ambiente que encontramos, já é possível compreender porque é muitas vezes difícil o ato de amadurecer.

Temos que abrir mão de uma segurança cedida pelos nossos pais, durante toda nossa infância, e partir para ser, por si próprio, o sustentador de nossa própria vida.

O medo desta mudança, e a insegurança que ela traz, faz muitos travarem em seu desenvolvimento pessoal.

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A responsabilidade pessoal

Quando crianças, outras pessoas decidem por nós: o que comer, onde estudar, o que fazer, o que vestir, em graus diferentes durante o desenvolvimento inicial na vida.

Nem sequer temos noção do mecanismo do trabalho, salário, limite de dinheiro. Tudo apenas surge diante de nós pela “vontade” dos nossos pais.

Nossa postura, nesta fase da vida, é uma postura passiva. Outros são responsáveis por nós, e nem sequer mesmo sabemos o que é responsabilidade. Apenas exigimos quando queremos algo. Geralmente exigimos dos pais.

Se crescemos e não nos damos conta desta dinâmica, nos tornamos adultos imaturos, que exige e culpa seus pais por tudo que lhe acontece. Essa é a dinâmica que abastece o medo de crescer e se tornar responsável pela própria vida. Esse movimento assusta pois não há garantias de que dará certo.

Cada um que decide tomar a responsabilidade por si, abre mão da certeza e da segurança que os pais são capazes de prover.

Confiar no movimento da vida

E um dos primeiros desafios é confiar na incerteza. O amadurecimento, em muitas vezes, não cede um terreno firme: há irregularidades, dores, dúvidas, inclusive, em um nível profundo, com a própria sobrevivência.

Mas também há o lado positivo: as descobertas, a força que se ganha, e algum grau de liberdade. Ao botar o pé na maturidade, com tudo o que faz parte, é possível se assustar um pouco menos com a incerteza. É necessário estar atento, pois a todo momento é necessário se adaptar. Para além disso, cada novo passo e nova adaptação permite aprender e conquistar algo novo para si.

A constelação fala que uma parte dessa insegurança é o fato de existir em nós algum grau de ausência dos pais no coração.

Se nos opomos a eles, ou se este movimento é desejado juntamente com alguma exclusão, nosso movimento de individualizar-se se torna pesado e difícil.

Já o inverso é algo extremamente poderoso: Estar de acordo com os pais, olhar para o que se recebeu (e o que não recebeu) com gratidão e concordância e incluí-los no coração é uma forma de sentir a base mais firme para nos movimentar.

Os nossos pais são o grande segredo para um bom caminhar na vida.

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O que atua

Permita experimentar isso dentro de você. Mesmo que seus pais tenham sido difíceis ou complicados, procure olhar para eles com gratidão, em sua imaginação.

Experimente isso agora. Se na sua imagem é necessário um pouco de espaço, tudo bem. Encontre uma distância que fique confortável para você.

Sentindo a segurança do seu espaço, olhe para seus pais, na sua imaginação. O que você sente? É possível olhar com carinho para aquilo que veio através deles? É possível perceber que você faz parte de uma história em comum que chegou através deles?

Ainda que tenha havido dores, olhe para além dos papéis dele de pai e mãe, e veja o homem e a mulher comum que foram, ou que são.

Quais será que foram suas experiências? Quais foram suas carências e dificuldades? Será que para eles não foi difícil também?

Se for possível olhar e ver que houve amor em tudo que fizeram, da forma como foi possível para eles, garanto que você sentirá um bom sentimento dentro de você.

Aceitar com gratidão os pais é o melhor antídoto para filhos com dificuldades. Mesmo que nada mude na sua vida, quando conseguimos acessar realmente nossos pais, como filhos e somente desse lugar, nossa vida ganha uma força especial.

Crescendo

Com os pais em nosso coração, já temos então outra postura. Essa imagem é interessante, a dos pais em nós: Dai nasce o sentimento de que não estamos sozinhos, não importa onde estamos ou em que situação nos encontramos.

Dessa forma, estamos liberados da culpa e da busca de algo que não encontraremos em nenhum lugar a não ser em nossos pais.

Nosso olhar fica mais aberto e atento para o que pode vir a fazer parte da nossa vida, que espera um acolhimento no nosso destino.

Quando trago meus pais para o coração, me permito seguir adiante. O afastamento perde o significado da exclusão, e o caminhar no mundo se torna um caminho de agradecimento aos pais.



 

 

Agende sua constelação e vivencie a força desse trabalho terapêutico.

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