Porque repetimos aquilo que foi difícil em nosso sistema familiar?

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Nosso amor infantil e nossa busca pelo pertencimento são as respostas.


Nos colocamos em rota de encontro com destinos difíceis que se repetem em nossa família pois sentimos isso como uma garantia de pertencimento ao nosso grupo familiar.

Assegurar-se do nosso pertencimento é um dos sentimentos que mais buscamos na vida, e que muitas vezes atua em nosso inconsciente.

Repetir o que foi difícil em nossa linhagem familiar é também uma prova de nosso amor ao nosso sistema. Um amor ainda infantil, que sai de seu lugar para compensar o destino difícil de outros familiares.

Um amor que acredita que pode ser herói, sem perceber suas próprias limitações.

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O amor deslocado

Nesse amor imaturo, nos colocamos no caminho do sacrifício. Vivenciamos o que é difícil, e permanecermos nele.

Pois ver a nossa limitação e nossa incapacidade de resolver um problema que não nos pertence é muitas vezes difícil.

Pense, por exemplo, quando dentro da sua família de origem (pai, mãe e irmãos), algo acontecia a algum deles. Como você se sentia?

Um sentimento que atua em nós e reconhecemos com mais facilidade em crianças, é que elas se põem em movimento para distrair seus pais, e também a absorver para elas a responsabilidade por fazer algo. Isso se torna um peso para os pais e para a criança.

Assumimos viver o que difícil no lugar do outro por muitas razões: para assegurar nosso pertencimento, por acreditar imaturamente que temos as soluções, por não aguentar a dor alheia e até mesmo por não se permitir estar bem quando outro que amamos profundamente está mal.

Essas razões nos fazem pensar: “preciso fazer algo.”

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Uma solução possível

Um passo crucial é conseguir sair deste modelo para uma nova forma, onde eu vejo a mim e os outros membros como indivíduos, cada um com suas responsabilidades.

Isso não significa cortar o vínculo, mas transformá-lo. “Eu assumo a minha responsabilidade e deixo vocês com as suas”. Isso abre um espaço para uma nova forma de relacionamento, onde todos encontram mais espaço, e mais apoio saudável, para tratar das questões de sua vida.

Isso significa não invadir nem a dor nem a alegria de ninguém. Respeitosamente cuidamos do que é nosso. E deixamos os outros cuidarem do que é deles.

E assim, é possível estarmos juntos e inteiros de uma forma saudável e que permita a todos se desenvolverem naquilo que pertence à sua história pessoal.

 

 
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